Hospital INC - Instituto de Neurologia de Curitiba

Diabetes Melittus com Dra. Jacy Alves

Se você tem excesso de peso, familiares com diabetes, hipertensão arterial, história de doenças cardiovasculares, alterações do colesterol e triglicerídeos, procure um endocrinologista. Você pode ter risco de desenvolver diabetes ou até mesmo já estar diabético!

O diabetes se caracteriza pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina. O diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina, na maioria dos casos. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias, inclusive em idosos.

Já no diabetes tipo 2, o pâncreas produz insulina, mas há incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas acima de 40 anos de idade, acima do peso, sedentárias, geralmente com maus hábitos de alimentação, mas também pode ocorrer em pessoas jovens. Tanto a insulina, quanto a medicação oral podem ser usadas para o tratamento do diabetes. A insulina é sempre usada no tratamento de pacientes com diabetes tipo
1, mas também pode ser usada em diabetes gestacional e diabetes tipo 2 (quando o pâncreas começa a não produzir mais insulina em quantidade suficiente.)

A medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio. Além disso, existem hoje algumas medicações que, além de controlarem o diabetes, podem auxiliar na perda de peso,
além de outros potenciais efeitos benéficos para o organismo, inclusive até melhora do risco cardiovascular.

A prática de exercícios pode ajudar a controlar a glicemia e a perder gordura corporal, além de aliviar o estresse. Por isso, pessoas com diabetes devem escolher alguma atividade física e praticar com regularidade, sob orientação médica e de um profissional de educação física. Se o diabetes não for tratado de forma adequada, podem surgir complicações como retinopatia, nefropatia, neuropatia, pé diabético, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, dentre outras.

Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar a levar uma vida normal. 

Texto: Doutora Jacy Alves, Endocrinologista do INC Cardio