Hospital INC - Instituto de Neurologia de Curitiba

Toxina Botulínica

O Instituto de Neurologia de Curitiba, com o objetivo de atendimento integral ao paciente neurológico, conta também com o serviço de Toxina Botulínica, com foco terapêutico.

A toxina botulínica é um produto biológico, proveniente da toxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinun. Esta proteína foi estudada desde a década de 70, purificada, acoplada a outras moléculas, e hoje está disponível, com diversos nomes comerciais, para utilização segura, em uma série de doenças e condições clínicas.

A toxina botulínica é absorvida pelos terminais dos nervos, em contato com os músculos tratados. Este nervo, uma vez absorvida a toxina, reduz a liberação de acetilcolina na junção neuro-muscular, que é o espaço onde ocorre a transmissão do impulso, do nervo para o músculo. Esta redução de liberação de acetilcolina promove uma desenervação química, reversível, no músculo tratado, fazendo com que ele tenha reduzida a sua força de contração. Após aproximadamente 4 meses, o nervo refaz suas conexões periféricas e volta a atuar normalmente.

A toxina botulínica, inicialmente, foi utilizada para a correção de estrabismos, através do balanceamento das forças de contração dos músculos envolvidos nos desvios oculares. Com o tempo, verificaram-se os outros usos da toxina, incluindo-se os usos estéticos, principalmente para comprometimentos motores (espasticidade e distonia), como explicaremos abaixo.

O uso da toxina botulínica está indicado aos seguintes tipos de doenças:

1. Pacientes com sequelas motoras de AVCs, traumatismos cranianos, estágios pós-operatórios de tumores cerebrais, que desenvolveram espasticidade (enrijecimento da musculatura). Nestes casos, o tratamento reduz o enrijecimento muscular, possibilitando mais facilidade para o cuidado, reduzindo dor e otimizando a ação da fisioterapia.

2. Distonias: são transtornos do movimento, caracterizados por ações involuntárias de diversos grupamentos musculares. São exemplos de distonia: blefaroespasmo, espasmo hemifacial, distonias cervicais, etc. Nestes casos, pelo enfraquecimento da contração da musculatura hiperativa, o paciente apresenta alivio intenso dos sintomas. A toxina botulínica é o único tratamento comprovadamente eficaz nestes casos.

3. Enxaqueca: pacientes com enxaqueca crônica, sem abuso de analgésicos, podem obter significativa melhora com o tratamento.

4. Bruxismo/briquismo: para aliviar a tensão da musculatura mastigatória, que promove tantos efeitos secundários, como cefaleias, desgastes dentários, etc. Nestes casos, a injeção da toxina se faz especificamente nos músculos mastigatórios, para corrigir sua hiperfunção.

5. Hiperidrose: sudorese excessiva de plantas dos pés, regiões axilares e mãos. A medicação reduz a secreção de suor, também de forma reversível.

6. Sialorréia: doenças que cursam com dificuldades de deglutição, como por exemplo, o Parkinson avançado, geralmente legam ao paciente uma situação de salivação excessiva, que compromete sobremaneira sua vida social. A toxina botulínica, colocada nas glândulas salivares, com auxílio de ultrassom, pode reduzir de forma importante este desconforto.

A responsável pelo setor de Toxina Botulínica no INC é a Dra. Maria Tereza de Moraes Souza Nascimento, neurologista e neurofisiologista clínica, com formação complementar em toxina botulínica e atuação neste setor há dez anos.

Caso você queira conhecer nosso serviço, teremos imenso prazer em atendê-lo.
Agende uma consulta pelos telefones (41) 3044-1006 / (41) 99510-6112, ou entre em contato pelo email eletroneuromiografia@gmail.com

Nosso atendimento ocorre sempre as segundas-feiras, pela manhã, no setor IJP do INC, no segundo andar.
Toxina Botulínica: pode ser a alternativa para o seu caso!