Hospital INC - Instituto de Neurologia de Curitiba

INC Kids: Desenvolvimento neurológico das crianças pede atenção redobrada dos pais

Autismo e TDAH estão entre os principais atendimentos feitos pelo Serviço de Neuropediatria do Hospital INC

“Ainda é precoce afirmar que houve uma perda no desenvolvimento das crianças, é preciso aguardar estudos mais conclusivos. O que sabemos é que elas passaram a ficar mais tempo expostas a tela do celular, computador e TV, e que isso leva a desenvolver muito mais a parte audiovisual do cérebro, em detrimento da socialização”, explica a Dra Virgínia Baggio Fabricio, neuropediatra do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), que possui a filial INC Santa Felicidade, especializada em atendimento neurológico infantil, o INC Kids.

Referência em Neurologia e Neurocirurgia na América Latina, o INC conta com um Serviço de Neurologia Infantil capacitado para atender as diversas demandas especializadas nessa área. Inclusive, o hospital aproveitou o Mês da Criança para inaugurar a nova ambientação lúdica e sensorial da filial, que foi toda remodelada para proporcionar bem-estar aos pacientes infantis durante o atendimento, tanto na recepção como nos consultórios.

Claudia Meneses, diretora de Marketing do INC e Regina Montibeller, diretora Administrativa do INC em evento na filial INC Kids.

Com o retorno gradativo das aulas presenciais, por exemplo, houve um aumento na procura por especialistas para diagnóstico de crianças que apresentam dificuldades escolares, distúrbios do sono e ansiedade. “Muitas crianças passaram um bom tempo só com as aulas on-line ou mesmo com o ensino híbrido, e agora estão tendo dificuldade no aprendizado e falta de concentração. Elas também perderam a rotina que tinham de atividades físicas e encontros sociais, as visitas à casa dos avós e de outros familiares, contribuindo para um quadro de ansiedade”, citando que há também uma grande demanda de pais que procuram o neuropediatra para iniciar ou fechar o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Transtorno do Espectro Autista
Um dos temas que têm chamado bastante a atenção dos pais é o Transtorno do Espectro Autista (TEA), um dos principais transtornos do neurodesenvolvimento, que atinge cerca de 1% da população. O autismo é causado por uma combinação de fatores – que incluem fatores de risco genéticos e não genéticos  – que parecem interagir entre si. Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, a estimativa é que uma a cada 56 crianças, com oito anos de idade, seja portadora do TEA. No Paraná, não há dados oficiais sobre a incidência do autismo na população, mas estimativas apontam para 100 mil casos no estado.

De acordo com a Dra. Mayara Machado, neuropediatra do Hospital INC, aumentou o diagnóstico de autismo nos consultórios. Uma das razões que têm contribuído para isso é o maior conhecimento no meio médico e científico sobre o transtorno, aumentando consequentemente o número de diagnósticos. Houve também uma mudança recente nos critérios diagnósticos, tornando-os mais amplos, abrangendo um número maior de crianças, além de uma reclassificação por parte de médicos de uma porcentagem de pacientes que antes era classificada como Deficiência Intelectual hoje tem como diagnóstico principal o TEA. “Ainda existe uma porcentagem desse aumento que não é explicada por esses fatores, e não se sabe ao certo o que tem causado”.

As crianças com TEA apresentam dois grupos de sintomas, que incluem déficits na comunicação e interação social e alterações comportamentais, com padrões de interesses e atividades bem característicos. No primeiro grupo, observa-se um atraso na aquisição da linguagem verbal e até sua ausência, sem tentativas de compensar de forma não verbal. Muitas vezes, o contato visual é irregular e elas não respondem a chamados. Isso, claro, causa um prejuízo na interação com as pessoas e o ambiente. Já no grupo de alterações comportamentais, pode haver alterações sensoriais, como seletividade alimentar, hipo ou hiper-reatividade a estímulos sonoros e táteis.

“Essas crianças costumam apresentar também um repertório de jogo lúdico e imaginativo reduzido, então as brincadeiras são mais repetitivas, como o enfileirar de carrinhos ou interesses muito específicos em determinados temas, como dinossauros ou aviões. Muitas vezes, existem rotinas ou padrões de comportamentos bem rígidos, até ritualizados, como assistir inúmeras vezes o mesmo desenho”, explica a médica, acrescentando que o quadro clínico varia bastante, dependendo da idade do diagnóstico e nível de gravidade do paciente.

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